Segundo estudos, 20% dos estudantes já praticaram bullying no ambiente escolar. A violência atinge alunos e educadores e desponta como uma forte causa para dificuldades de concentração e desenvolvimento. Diante desse quadro, a Abrace – Programas Preventivos ajuda instituições a prevenir e controlar o problema.

Com frequência, ouvimos que os jovens são o futuro. E que um futuro promissor tem relação direta com uma juventude saudável e bem instruída. Por isso, a educação costuma protagonizar as pautas que tratam da infância e da adolescência. Afinal, é um direito básico garantido por Constituição e figura entre as grandes preocupações de quem vive no Brasil – uma pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), realizada entre 2011 e 2015, aponta que o tema encabeça a lista de questões mais valorizadas pelos brasileiros. Nesse contexto, o ambiente escolar, assim como seus agentes educadores, tem papel fundamental para a construção de um amanhã melhor – e para a formação daqueles que serão parte dele.

Mas, além de um espaço de transmissão de conhecimento, a escola também é um lugar de interação social; e, por vezes, esse convívio não acontece de forma saudável. Definido como uma das formas de violência que mais crescem no mundo, o bullying é um tema preocupante e recorrente no ambiente educacional, que está diretamente ligado ao processo de aprendizagem do aluno. A questão perpassa brincadeiras e piadas de mau gosto e se torna um problema bastante democrático, afetando estudantes de todas as idades em diversos contextos sociais.

 Com apoio e prevenção, “Escola Sem Bullying” e “Olweus Bullying Prevention Program” lutam contra o bullying e a violência no ambiente escolar

É nessa conjuntura que a Abrace – Programas Preventivos atuará nas unidades Salesiano Dom Bosco e do Salvador, na cidade de Salvador/BA, instruindo alunos e capacitando professores e funcionários para agirem de maneira efetiva diante do problema. Com uma abordagem pedagógica leve e instrutiva, a instituição criou o projeto “Escola Sem Bullying”, que conta hoje com a metodologia do maior programa de combate ao bullying do mundo, o “Olweus Bullying Prevention Program”. O projeto de ação interdisciplinar combate a questão em diferentes frentes. Com uma grade que inclui pesquisas para medição do índice de bullying escolar, cursos de capacitação, palestras para alunos e pais, planos de aula, livros paradidáticos exclusivos, auxílio na criação de políticas pedagógicas de prevenção, disponibilização de aplicativo para combater o cyberbullying e apoio na intervenção e mediação de casos de bullying, o programa oferece suporte completo às escolas, contribuindo para que a situação de violência se torne uma página virada na vida de jovens e profissionais.

O Especialista em Prevenção ao Bullying pela Clemson University, Benjamim Horta, destaca os resultados positivos já obtidos pelo projeto ao longo de suas aplicações: “foi constatado que por meio de todas as ações pedagógicas aplicadas no “Escola Sem Bullying” conseguimos alcançar uma redução de até 90% da prática do bullying nas escolas”. À medida que o Programa é aplicado, professores relatam um maior interesse dos alunos pela escola e uma melhora até mesmo no rendimento acadêmico. “É preciso reconceituar o tema, suas definições e critérios de identificação, com o objetivo de levantar questões que dizem respeito não somente ao que é certo ou errado, bem ou mal, mas sim ao que é ético, moral e excelente, e como essas questões podem nos ajudar a compreender a humanidade do ponto de vista autônomo e empático, possibilitando a reumanização da sociedade”, finaliza Horta, que conta com uma perspectiva bastante animadora impulsionando seu trabalho: “além de ajudarmos as vítimas, notamos uma mudança efetiva no comportamento dos agressores. Alunos que praticam bullying na adolescência têm quatro vezes mais chances de terem passagens pela polícia até os 24 anos de idade, e o formato de disciplina positiva utilizado no Programa alcança o agressor em sua demanda específica”.

 Bullying: o panorama de um problema nacional

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNse) de 2015, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que 46,6% dos estudantes do nono ano do ensino fundamental disseram se sentir, de maneira mais ou menos frequente, humilhados por provocações vindas de colegas. Em 2012, esse número era menor, 35,4%, mostrando que a situação tem se agravado.

Neste ano, outro levantamento demonstrou, com números, a seriedade da questão: realizado pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com a Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP), da Universidade de São Paulo (USP), um estudo mostra que 20% dos estudantes já praticaram bullying contra colegas de escola. No entanto, 51% não souberam explicar o que motivou a agressão.

Se as razões costumam ser nebulosas, as consequências, porém, são bastante claras: além de um possível isolamento e de queda do rendimento escolar, crianças e adolescentes vítimas desse tipo de violência podem apresentar doenças psicossomáticas e sofrer traumas que influenciem seu desenvolvimento emocional e cognitivo. Em casos extremos, o bullying pode levar o jovem a considerar opções trágicas, como o suicídio.

Apesar de parecer um problema exclusivo das novas gerações, o bullying, desligado de sua terminologia, sempre existiu. No entanto, o primeiro a relacionar a palavra ao fenômeno foi o professor da Universidade da Noruega, Dan Olweus, no fim da década de 1970. Estudando tendências suicidas entre adolescentes, ele descobriu que a maioria das vítimas tinha sofrido algum tipo de abuso ou ameaça e que aquilo que parece à primeira vista uma mera brincadeira, pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa.

Prevenção como chave para um país sem bullying

Com o passar do tempo, as consequências dramáticas de tais ações e a impunidade que lhes acobertava deram destaque à necessidade de discutir o tema de forma mais séria. No ano passado entrou em vigor, em todo o território nacional, a Lei do Programa de Combate à Intimidação Sistemática. Na prática, a Lei 13.185/2015 define o que é bullying e como as escolas devem agir para evitá-lo. Em suma, todo ato de violência física ou psicológica praticado por uma ou mais pessoas na tentativa de intimidar e agredir alguém deve ser combatido pelas instituições de ensino por meio de programas de prevenção e conscientização.

Há muito trabalho pela frente para mudar a perspectiva de violência no Brasil. Uma pesquisa presencial realizada pela Abrace – Programas Preventivos traz dados importantes para entender melhor o cenário: 85% dos alunos dizem já ter presenciado um ato de bullying na escola.

Sobre a Abrace

Fundada por Benjamim Horta, a Abrace – Programas Preventivos é uma empresa que auxilia escolas e instituições de ensino na criação e aplicação de projetos que visam ampliar o desenvolvimento das potencialidades dos alunos, por meio de ações que promovam o reforço de valores essenciais à formação integral do indivíduo. Esses projetos enfatizam essencialmente a prevenção e combate ao bullying e outras formas de violência, promoção de saúde física e emocional, prevenção ao assédio moral e ações de valorização e promoção da vida.

Criada há mais de sete anos, a Abrace é fruto de extensas pesquisas realizadas no Brasil e Reino Unido, que resultaram na criação de metodologias próprias, que têm se mostrado cada vez mais eficazes ao longo dos anos, utilizando demandas da sociedade contemporânea como uma oportunidade formativa e obtendo como resultado escolas mais solidárias e reumanizadas.

A Abrace – Programas Preventivos trouxe com exclusividade para o Brasil o Olweus Bullying Prevention Program, desenvolvido pelo PhD Dan Olweus, que possui mais de trinta e cinco anos de pesquisas e está implementado em centenas de escolas em diversos países, como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, México, Islândia, Alemanha, Suécia, Croácia, Noruega, dentre outros. O programa é reconhecido pelo Centro de Estudos e Prevenção à Violência como um dos pouco programas de referência mundial, cuja aplicação é o que chamamos de evidence-based.

A Abrace também é a instituição responsável pelas ações da Frente Parlamentar de Combate ao Bullying e Outras Formas de Violência, no Congresso Nacional. O árduo trabalho realizado por essa instituição tem possibilitado diariamente a conscientização e transformação da vida de milhares de estudantes no Brasil.